Do foco infeccioso à dose, sem rodeio. Antibiótico se escolhe pelo foco, não pela droga, e esse caderninho começa onde a consulta começa: no sítio da infecção.
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Tenha sempre em mãos o Caderno de Bolso de Antibioticoterapia na Prática: você consulta na hora que precisa e prescreve com mais segurança em cada conduta. Acredite.
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Parte I · O essencialAs cinco perguntas que toda prescrição responde, sempre na mesma ordem (é bacteriana? qual o foco? qual o germe provável? qual a gravidade? colheu cultura?), os cinco alvos que a bactéria tem e nós não, a diferença entre bactericida e bacteriostático e os quatro quadros que exigem bactericida obrigatório.
Como a resistência nasce (a porina que se fecha, a betalactamase, a fechadura trocada do MRSA), por que cada uso banalizado hoje é uma opção a menos amanhã, o descalonamento depois da cultura e a lógica de reservar as drogas de última linha.
Faringoamigdalite, otite média e rinossinusite: o escore de Centor pra decidir a garganta, o abaulamento que autoriza o antibiótico na otite, a regra dos 10 dias na sinusite e por que a amoxicilina segue em primeiro lugar.
Pneumonia da comunidade: o CURB-65 que decide onde tratar, o pneumococo e os atípicos que o esquema empírico precisa cobrir, e a diferença entre a escolha ambulatorial e a hospitalar.
Impetigo, erisipela, celulite, abscesso, mordedura e fasciíte: as perguntas que resolvem (tem pus? tem sinal sistêmico?), a drenagem como tratamento, quando cobrir MRSA comunitário e o pip-tazo com clindamicina na fasciíte.
Osteomielite, artrite séptica e pé diabético: por que o tratamento se conta em semanas, quando vira urgência de drenagem e por que coleção fechada e osso morto não respondem a esquema nenhum.
Cistite não complicada, pielonefrite, ITU de repetição e profilaxia: as duas perguntas que ordenam (tem sintoma? tem febre ou dor lombar?), a bacteriúria assintomática que não se trata e por que nitrofurantoína e fosfomicina não servem pro rim.
Diarreia aguda, apendicite, diverticulite, colangite, peritonite bacteriana espontânea e colite por C. difficile: por que no abdome cirúrgico o antibiótico acompanha o controle do foco e nunca o substitui.
Corrimento (vaginose, candidíase, tricomoníase), DIP, uretrite e cervicite, sífilis: o pH e o teste das aminas que decidem em trinta segundos, os três critérios mínimos que autorizam tratar a DIP e a notificação como parte do tratamento.
Meningite bacteriana: a primeira dose na primeira hora, quando a tomografia vem antes da punção, a dexametasona junto ou antes do antibiótico e o esquema empírico por idade.
Reconhecer a sepse pela disfunção orgânica, o qSOFA de beira de leito, a bacteremia por S. aureus e a endocardite que se tratam em semanas, e por que cada hora perdida soma mortalidade.
A escada do espectro da penicilina G à piperacilina-tazobactam, o papel dos inibidores de betalactamase (clavulanato, sulbactam, tazobactam) e a ficha de cada uma com espectro, dose no adulto e na criança, ajuste renal e o "não erre".
A escada das gerações (o que cada uma ganha e perde de cobertura), as duas ausências da classe inteira (enterococo e Listeria), a quinta geração que cobre MRSA e os carbapenêmicos.
Vancomicina, teicoplanina, daptomicina, linezolida e clindamicina: quando entram (resistente à oxacilina ou alérgico), o MRSA sítio por sítio e por que daptomicina não vale nada no pulmão.
A dose única diária do aminoglicosídeo que protege o rim, o lugar cada vez mais estreito da quinolona por resistência e efeitos, e por que o macrolídeo já não segura o pneumococo sozinho.
Sulfametoxazol-trimetoprim, metronidazol, doxiciclina, nitrofurantoína e fosfomicina, mais as drogas de reserva (polimixina, tigeciclina, ceftazidima-avibactam) e os três critérios que liberam a última linha.
A droga em concentração tecidual antes da incisão, a cefazolina como base, a dose única que resolve, quando redosar e a lista atual (bem mais curta) de indicações da profilaxia de endocardite.
O cálculo do clearance por Cockcroft-Gault, por que a dose de ataque não se ajusta e a manutenção sim, e como dosar na hemodiálise (depois da sessão, nunca antes).
As doses por peso dos principais antibióticos, os tetos por dose, os ajustes que mudam na criança e as particularidades do recém-nascido e do lactente.
O que pode e o que é proibido na gestante e na lactante, as trocas seguras por trimestre, e como conduzir a alergia à penicilina (o exantema que não é alergia, a reação cruzada real e quando dessensibilizar).



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Sim. As condutas seguem as diretrizes vigentes de antibioticoterapia, com o perfil de resistência brasileiro, os escores de decisão (Centor, CURB-65, qSOFA) e os ajustes de dose atualizados.
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